@hasField em Zig — Referência e Exemplos

@hasField em Zig

O @hasField verifica se um tipo (struct, union ou enum) possui um campo com o nome especificado. Retorna true ou false em tempo de compilação. É essencial para escrever código genérico robusto que precisa se adaptar a diferentes tipos sem causar erros de compilação.

Sintaxe

@hasField(comptime T: type, comptime nome: []const u8) bool

O que faz

O @hasField consulta a definição do tipo fornecido para verificar se ele contém um campo com o nome especificado. A verificação é realizada em tempo de compilação, sem nenhum custo em tempo de execução. Retorna true se o campo existir, false caso contrário.

Parâmetros

  • T (type, comptime): O tipo a ser inspecionado. Deve ser uma struct, union ou enum.
  • nome ([]const u8, comptime): O nome do campo a ser verificado, como string.

Valor de retorno

Retorna bool (comptime) — true se o campo existir no tipo, false caso contrário.

Exemplos práticos

Exemplo 1: Verificação básica de campos

const std = @import("std");

const Pessoa = struct {
    nome: []const u8,
    idade: u32,
    email: []const u8,
};

test "verificar existência de campos" {
    try std.testing.expect(@hasField(Pessoa, "nome") == true);
    try std.testing.expect(@hasField(Pessoa, "idade") == true);
    try std.testing.expect(@hasField(Pessoa, "email") == true);
    try std.testing.expect(@hasField(Pessoa, "telefone") == false);
    try std.testing.expect(@hasField(Pessoa, "cpf") == false);
}

Exemplo 2: Mapeamento adaptativo entre tipos

const std = @import("std");

fn copiarCamposComuns(comptime Destino: type, comptime Origem: type, origem: Origem) Destino {
    var resultado: Destino = undefined;
    const campos_destino = @typeInfo(Destino).@"struct".fields;

    inline for (campos_destino) |campo| {
        if (@hasField(Origem, campo.name)) {
            @field(resultado, campo.name) = @field(origem, campo.name);
        } else {
            // Usar valor padrão se disponível, ou zero
            if (campo.default_value) |default_ptr| {
                const ptr: *const campo.type = @ptrCast(@alignCast(default_ptr));
                @field(resultado, campo.name) = ptr.*;
            } else {
                @field(resultado, campo.name) = std.mem.zeroes(campo.type);
            }
        }
    }

    return resultado;
}

const UsuarioDb = struct {
    id: u64,
    nome: []const u8,
    email: []const u8,
    hash_senha: []const u8,
};

const UsuarioDto = struct {
    id: u64,
    nome: []const u8,
    email: []const u8,
    // Sem hash_senha — dados sensíveis não são expostos
};

test "copiar campos comuns" {
    const db = UsuarioDb{
        .id = 1,
        .nome = "João",
        .email = "joao@ex.com",
        .hash_senha = "abc123",
    };

    const dto = copiarCamposComuns(UsuarioDto, UsuarioDb, db);
    try std.testing.expect(dto.id == 1);
    try std.testing.expectEqualStrings("João", dto.nome);
    try std.testing.expectEqualStrings("joao@ex.com", dto.email);
}

Exemplo 3: Interface baseada em duck typing

const std = @import("std");

fn tamanho(valor: anytype) usize {
    const T = @TypeOf(valor);

    // Verificar diferentes formas de obter o "tamanho"
    if (@hasField(T, "len")) {
        return @field(valor, "len");
    } else if (@hasField(T, "count")) {
        return @field(valor, "count");
    } else if (@hasField(T, "tamanho")) {
        return @field(valor, "tamanho");
    } else {
        @compileError("Tipo " ++ @typeName(T) ++ " não possui campo de tamanho");
    }
}

test "duck typing para tamanho" {
    const ComLen = struct { len: usize, dados: u32 };
    const ComCount = struct { count: usize, tipo: u8 };

    const a = ComLen{ .len = 10, .dados = 0 };
    const b = ComCount{ .count = 5, .tipo = 1 };

    try std.testing.expect(tamanho(a) == 10);
    try std.testing.expect(tamanho(b) == 5);
}

Casos de uso comuns

  1. Mapeamento entre tipos: Copiar campos comuns entre structs de tipos diferentes (ex: DTO para modelo de banco).
  2. Duck typing em comptime: Verificar se um tipo implementa uma “interface” baseada na presença de campos.
  3. Código genérico adaptativo: Escrever funções que se adaptam a diferentes tipos sem exigir que todos tenham os mesmos campos.
  4. Deserialização tolerante: Ignorar campos do JSON/dados que não existem na struct de destino.
  5. Validação de schemas: Verificar que tipos de configuração possuem os campos obrigatórios.

Builtins relacionados

  • @field — Acessa o campo após verificar sua existência
  • @hasDecl — Verifica existência de declarações (funções, constantes)
  • @typeInfo — Informações completas sobre o tipo
  • @compileError — Gera erro quando campo obrigatório está ausente

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