Zig vs C: Por que Zig pode substituir C?
Zig vs C: Por que Zig pode substituir C?
Zig é frequentemente descrito como “o que C deveria ter sido”. Veja o que isso significa na prática.
Resumo Rápido
| Aspecto | C | Zig |
|---|---|---|
| Idade | 50+ anos | ~7 anos |
| Preprocessador | Sim (macros) | Não (comptime) |
| Segurança | Mínima | Bounds checking |
| Interop | Nativa | Compila C diretamente |
| Build system | Externo (Make, CMake) | Integrado |
| Null safety | Nenhuma | Optional types |
Por que Zig existe?
C tem problemas conhecidos há décadas:
- Preprocessador — Macros são difíceis de debugar
- Undefined behavior — Bugs silenciosos
- Gerenciamento de memória — Buffer overflows
- Build systems — CMake é complexo
Zig resolve todos esses problemas mantendo a filosofia de baixo nível.
Comptime vs Preprocessador
C (Macros problemáticas)
#define MAX(a, b) ((a) > (b) ? (a) : (b))
// Problema: avalia argumentos duas vezes
int x = MAX(i++, j++); // Bug sutil!
Zig (Comptime seguro)
fn max(comptime T: type, a: T, b: T) T {
return if (a > b) a else b;
}
// Sem surpresas
const x = max(i32, i, j);
Comptime em Zig:
- ✅ Type-safe
- ✅ Debugável
- ✅ Sem efeitos colaterais inesperados
Interoperabilidade com C
Zig compila código C diretamente:
const c = @cImport({
@cInclude("stdio.h");
});
pub fn main() void {
_ = c.printf("Hello from C!\n");
}
Não precisa de bindings manuais. Isso permite:
- Migrar projetos C gradualmente
- Usar todas as bibliotecas C existentes
- Linkar com código C legado
Build System
C (CMake típico)
cmake_minimum_required(VERSION 3.10)
project(myproject)
set(CMAKE_C_STANDARD 11)
add_executable(main src/main.c src/utils.c)
target_link_libraries(main pthread)
Zig (build.zig)
const std = @import("std");
pub fn build(b: *std.Build) void {
const exe = b.addExecutable(.{
.name = "main",
.root_source_file = .{ .path = "src/main.zig" },
});
b.installArtifact(exe);
}
# Build
zig build
# Cross-compile para ARM
zig build -Dtarget=aarch64-linux
Segurança de Memória
C (Sem proteção)
int arr[10];
arr[15] = 42; // Compila! Buffer overflow silencioso.
Zig (Bounds checking)
var arr: [10]i32 = undefined;
arr[15] = 42; // Erro de runtime: index out of bounds
Zig também tem:
- Optional types (sem null surpresa)
- Defer (cleanup garantido)
- Allocators explícitos
Performance
Ambos compilam para código nativo otimizado. Zig usa LLVM (mesmo backend do Clang):
| Benchmark | C (gcc) | Zig |
|---|---|---|
| Fibonacci | 1.0x | 1.0x |
| Matrix mult | 1.0x | 0.98x |
| Binary search | 1.0x | 1.02x |
Na prática: performance equivalente.
Quando usar cada um
Use C quando:
- Projeto legado existente
- Equipe só conhece C
- Precisa de máxima compatibilidade
Use Zig quando:
- Projeto novo de sistemas
- Quer modernizar código C
- Precisa de cross-compilation fácil
- Valoria segurança sem sacrificar performance
Migração Gradual
Zig permite migrar incrementalmente:
- Comece usando Zig como build system
- Adicione novos módulos em Zig
- Reescreva partes críticas
- Mantenha código C funcionando
// Use código C existente
const c_code = @cImport(@cInclude("legacy.h"));
// Novos módulos em Zig
const new_module = @import("new_module.zig");
Empresas fazendo a migração
- Uber — Toolchain de cross-compilation
- Cloudflare — Workers de alta performance
- TigerBeetle — Database 100% em Zig
Conclusão
Zig não é “C killer” — é C evoluído:
- Mantém filosofia low-level
- Remove armadilhas históricas
- Adiciona ferramentas modernas
- Permite migração gradual
Para novos projetos de sistemas, Zig é uma escolha forte.
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Última atualização: Janeiro 2026